No mundo todo, pouco se comenta, no Brasil então, simplesmente passou batido, mas estamos há menos de 20 horas da partida FINAL DE UMA COPA DO MUNDO. De que? Rugby League.

“Como assim, a copa não foi ano passado?” Sim, mas o rugby se divide em 2 reguladoras mundiais diferentes, como se tivéssemos duas FIFAS declaradamente rivais pra dirigir o futebol: O Rugby Union (pela IRB) e o Rugby League (pela RLIF).
O Rugby Union é o esporte mais conhecido mundialmente, com toda sua publicidade e chancela de sua Copa do Mundo ser o 3o maior evento esportvo do mundo, já o Rugby League…
As diferenças começaram lá pra idos de 1895 onde na Inglaterra (sempre lá) houve uma separação entre os que queriam se profissionalizar (Rugby League) e os que se manteriam no amadorismo (Rugby Union). Britânicos parecem gostar dessas separaçoes dramaticas, assim como aconteceu na religião, mas desde 1995 o Rugby Union se rendeu aos apelos do marketing esportivo, e se profissionalizou… mas nem por isso se fundiu com o Rugby League. Quanto às regras , mudam poucas coisas, como a pontuação e outros detalhes de laterais e scrums.
Em matéria de Copas do Mundo, há um paradoxo muito curioso: o Rugby League começou promover tal evento déeeeeeecadas antes do Union. Enquando em 1954 já tava rolando Copa do Mundo de R’League na França, o R’Union só teve seu primeiro evento em 1987… PORÉM, o resto da história é bem diferente.
Comecemos pelo número da participantes, o que acaba refletindo o a popularidade. Enquanto atualmente o R’Union abre 20 vagas (e sempre havendo pressão pra se abrirem mais) o R’League consta enxutamente com a metade de seleções… Numa olhada rápida, o único time que participou somente da Copa de R’League e nunca da R’Union é a simpática seleção de PAPUA NOVA GUINÉ… Quanto aos campeões dos torneios, enquando no R’Union há um certo equilibrio de forças (alternancia entre Nova Zelandia, Inglaterra, Australia e Africa do Sul), no R’League há quase uma completa hegemonia da Austrália, uma vez que somente lá o R’League é mais popular que o R’Union, e decorrente disso, das 12 edições, somente 3 vezes a Australia perdeu o mundial, e a unica seleção campeã além dela foi a Grã-Bretanha (até 1972 os britanicos ainda jogavam unidos). Desde 1975 o único campeão foi a Australia, e essa quase previsibilidade de resultado que acabou fadando o fracasso do torneio.
A supremacia australiana no esporte é tão grande que acabou afastando possíveis fans, já que é super sem graça ver que as partidas de uma competiçao de nivel internacional sempre se sabe qual lado vai ganhar. O único time à altura da Austrália (Inglaterra) perdeu num jogo prelimiar à competição de 58 a 4, o que já deu uma prévia de como seria o resto da competiçao… O resultado disso se reflete nos estádios, onde o público pagante dos jogos da semifinal foram 26 mil em uma e uns parcos 15 mil noutra. A partida final, que começa às 5 e meia da matina ,horário do Brasil, vai ser entre Nova Zelândia e AUSTRÁLIA, já o resultado…
Depois de tanta explicação, vamos à parte estética…
Não sei porquê, mas enquanto a estética do Rugby Legue leva-nos mais às listras horizontais, o R’League cisma em utilizar um tipo de “V” na altura do peito, assim como as camisas do Velez Sarfield. Me parece que o primeiro time a fazer isso foi a seleção australiana, e talvez por estar sempr e ganhando se tornou referência e entao boa parte dos times se baseia nesse “padrão V” pra suas camisas alterando uma coisa ou outra.

Como nota-se também na foto acima, a falta de popularidade do esporte talvez os obriguem a ser mais tolerantes quanto à aceitação de patrocínios..são camisas bem bonitas, mas com patches demais…
Quanto às marcas, nada de Nike, Adidas ou Reebok. A marca mais famosa envolvida é a Puma que faz um lindo uniforme pra Escocia e pra Inglaterra. No mais, empresas presentes também no R’Union, como Canterbury, Kooga, Kukri, e outras nunca antes vistas como Classic (da Australia )e ISC (da Nova Zelandia e Papua Nova Guiné)…
Inglaterra vestindo Puma…

Fiji, que no R’Union é só pranco e preto, permitiu a entrada de mais cores auxiliares como azul e vermelho…

Nova Zelândia, que no R’Union é All Blacks, aqui deixa entrar mais branco na composição e são chamados de Kiwis, o bicho símbolo do país (a fruta se parece com o bicho).

A Irlanda se apresenta com um uniforme de grafismos com um quê de celta

A Escócia se apresenta de uma forma mais discreta, mas a Puma aproveitou muito bem a cruz de Santo André , que nas mangas deu um efeito muito legal visto de outros ângulos… Só o futebol que não usa esse recurso gráfico da cruz com tanta freqüência, mas mesmo no cricket, as cruzes são um must.

Samoa vem com uma forma mais harmônica de apresentar o “estilo V”:


A França é a única da competição a vestir Canterbury, que aproveitou e fez um corte diferente pra aplicar as já conhecidas e criticadas bolinhas brancas de efeito térmico…

Tonga apresentou um dos uniformes mais bonitos da competiçao, totalmente antenada com as tendências, apresentou mangas assimétricas e grafismos do artesanato local, o máximo!


Como curiosidade, se apresenta o uniforme de Papua Nova Guiné, que equilibra de forma bem interessante as 4 cores do uniforme.


Pra terminar então apresento a autoridade dos àrbitros da competição que, além de serem os únicos a usarem Reebok (contradizendo o que disse acima), impõem as regras do jogo peitando brutamontes e ornados por um belo uniforme rosinha:


Bem, essa é a “beleza” do jogo,né?

Além de tudo isso, ainda ocorrem outras cenas um pouco bizonhas nessas partidas, como nessas fotos que me senti no direito de não publicar, mas ao menos deixo os links aqui e aqui…