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02
dez
12

Especial Viagens (edição 15) – Tallinn (parte 4: o lado russo da história)

Como muitos sabem, a Estônia fez parte da União Soviética até 1991, e por conta disso ainda muitos russos e estonianos de origem russa vivem no país. Apesar de haver uma certa tensão às vezes, esse tipo de convivência é algo muito peculiar que não cabe muito a esse blog ficar levantando. Pra falar de sportswear então, mostro agora algumas coisas que vi por aqui que remetem à mãe Russia.

Pra começar, nos meus primeiros dias de Estonia, fui para uma feirinha simples que tem aqui, conhecida como Keskturg,  onde todos vendedores são russos, vendem produtos russos – inclusive há bancas e loja de DVD só com revistas, livros  e filmes russos – e nem estoniano falam.  Lá eu encontrei o primeiro sinal de sportswear nesse país.

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Me lembrei na hora das Olimpíadas de Pequim, onde o uniforme deles chamou atençao, e até arrisquei a perguntar o preço pra velhinha que tava vendendo. Logo mais a minha esposa me disse: “Usar um tipo de roupa como essa por aqui é uma declaração política muito forte”. E de fato aprendi que é mesmo. Mal ou bem ela responde a pergunta “De que lado você está?” e não raro vejo pessoas por aqui com esse agasalho completo, escrito Russia bem grande, como numa demonstração de orgulho russo.

Em julho desse ano tive um certo choque ao ver uma loja que vendia somente a coleçao da Bosco Sports, que , convenhamos, tem um gosto bem pitoresco e forneceu material esportivo pros comitês olímpicos da Russia, Ucrânia e Espanha…

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Uma vez que as próximas olimpíadas de inverno serão em Sotchi, na Rússia, naturalmente que a Bosco está explorando ao máximo essa oportunidade.
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Passei la semanas atrás e a loja não existe mais. Se foi sem deixar nem rastro. Não me perguntem por que.

Vendo Bosco pra lá, Bosco pra cá, vocês devem estar se perguntando: donde carajos saiu essa marca, e porque ela faz esse tipo de coisa?

Primeiro é importante frisar que a Bosco Sports é apenas uma das várias ramificaçoes de negócio do grupo Bosco de Ciliegi (isso mesmo, “campo de cerejas” em italiano), de propriedade do milionário russo Mihail Kusnerovich,  que algumas pessoas alegam ter ligações com a máfia russa, mas quem sou eu pra me meter num assunto desses, certo?

Numa entrevista que li dele na época das Olimpíadas ele dizia que a sua marca está mais pra uma Virgin (marca que atua em setores diversos como gravadora, companhia aérea, telefonia e até mesmo bebida) do que uma Nike. Ou seja,  esse grupo é poderosíssimo na Russia e eles estão mais preocupados em ser uma marca de estilo de vida, do que uma marca especializada em esporte.

A pretensão de Kusnerovich parece ter surtido efeito, porque enquanto o mundo questiona o gosto das roupas que eles criam, os russos adoram, vestem com orgulho e mesmo sendo caras, e olha que a Russia é um país com uma população enorme até fora dos seus limites territoriais…

Voltando às roupas, apesar do sumiço da loja,  na Sportland principal de Tallinn vi que tem uma seção, bem escondidinha no fundo da loja, dessa Bosco Sport. Um cantinho dedicado aos orgulhosos russos e ucranianos que vivem na cidade.

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Digamos que pra vestir esse orgulho eles pagam caro e  muito, uma vez que todas peças saem num preço totalmente  acima da media dos produtos da Estonia,  a ponto de uma jaqueta como essa da Ucrânia custar assombrosos 300  Euros. tá bem que super acolchoada, com detalhes em pele no capuz, mas não é pra tanto…

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Não vou dizer que tudo é  estanho. A mochila e  a camiseta eu até que achei vestíveis, mas mesmo assim é um preço acima da média, talvez pra agradar os novos ricos da Russia, que têm prazer em pagar caro, afinal pra eles “o que não é caro não é bom”… true story.

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Mesmo assim quem quiser encomendar algo, fique à vontade pra conferir o preço nesse álbum e prepare o bolso!

28
nov
12

Especial Viagens (edição 14) – Tallinn (parte 3: no estádio da seleção nacional UPDATE)

Como havia prometido à vocês, voltei ao estádio da seleção nacional da Estonia, o A. Le Coq Arena , para ver o que pintou de novo por lá nos últimos meses. Pra vocês conferirem melhor não só a loja em sia e suas novidades, aproveito pra mostrar algumas coisas que vi ao me aproximar do estádio.

 

Começando por um carro decorado com o escudo do Kalev, provavelmente da comissão técnica do clube. Apenas fiquei pensando o quanto poderia dar de problema no Brasil um carro decorado com o escudo de alguma time bem grande circulando por regioes onde o tal time não é unanimidade…

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Na Europa em geral as torcidas organizadas costumam demarcar território colando stickers em postes ou lugares do tipo. Nos arredores do estádio tinha uns postes que pareciam verdadeiros totens de tantos adesivos. Particularmente até acho legal porque o post não fica tao sem graça e você acaba vendo que torcidas passaram por aquele lugar. Nas fotos abaixo vemos stickers de times da Russia, Irlanda, Hungria e outros…
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Já que muitas vezes as partidas da liga estoniana não enchem estádio, geralmente as partidas do time dono da casa, Flora FC, acabam acontecendo mesmo nesse mini estádio fora do estádio em si. Podemos até dizer que essa sim é a verdadeira casa do Flora.

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Se aproximando do estádio, se vê a lojinha da Sportland lá no cantinho, perto do carro.

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Na vitrine, os novos uniformes da seleção nacional, assim como o primeiro uniforme feito pela Nike, emoldurado.

 

Em mais detalhes, o ponto onde mostram o novo uniforme da seleção

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Dessa vez também cheguei a encontrar o uniforme de treino dele. Nada demais, porém mais discreto e barato.

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Ainda vendia camisas mais antigas da seleção, mas a oferta de tamanho era bem reduzida.

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Além da linha de futebol da Estonia, também estão à venda os uniformes usados pela delegação olímpica nacional nas últimas olimpíadas. A t-shirt eu curto muito por conta da tipografia.

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Uma jaqueta N98 versão mais atualizada…

 

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E uma polo simples, mas  bem classuda.

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A novidade dessa vez ficou por conta das camisas de tmes da Estônia também.  Da última vez não tinha uma oferta assim tão grande , mas dessa vez capricharam mais na variedade.

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A camisa do Nõmme Kalju, atual campeão da liga.

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Modelo away

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Camisa do Levadia, o time dos imigrantes russos, dessa vez também tinha, apesar de ser um modelo bem genérico.

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Camisa do Tallinna Kalev, fabricada pela Jako

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E o modelo do ano passado, do centenário do clube.

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A camisa do Paide também é interessante com esses  raios do padrão Nike, e as cores me fez lembrar do Bonsucesso, hehehe…

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Bom, além das novidades já mostradas acima, outra grande novidade é que agora você pode comprar qualquer uma das camisas que vocês acabaram de ver! Já que estou passando no Brasil em dezembro, se você tiver interesse em alguma dessas camisas, dê uma conferida nesse album do Facebook que eu fiz, e lá você pode saber mais detalhes sobre preço, tamanhos disponíveis e como comprar, certo?

Acesse lá, leia o subtitulo do álbum e me manda um email, para tonibordallo@gmail.com

 

Boas compras!

 

 

 

24
out
12

Especial Viagens (edição 10) – Londres. Nada mais a declarar

No último verão, faltando 3 semanas pra abertura dos Jogos Olímpicos, dei um pulo na capital britânica pra sentir essa atmosfera olímpica no ar. Digo pra vocês que quem vai a Londres não volta de lá a mesma pessoa: é tanta coisa pra ver e viver, e tão pouco tempo, que  mesmo se eu descrevesse tudo com fotos não seria suficiente.  Assim como  no post de Paris, um post é muito pouco pra mostrar o que achei de sportswear por lá, e por isso que também vou fazer esse post apenas com breves introduções pra  servir como um roteiro básico se um dia você for pra lá e também quiser ver o que a cidade tem a oferecer…

Começando com a tradicional – e gigantesca, e glamurosa – loja de departamento Harrods. Não dá pra descrever, tem que ir lá pra ver. Por lá eu destaco o fato de que eles tem uma sessão de Sportswear bem grandinha, com 2 ambientes e , apesar de ser Harrods, pra camisa de futebol o preço tava bem bonzinho, principalmente se levarmos em conta as camisas da temporada que tinha acabado de terminar, que saíam por módicos 19.95 Libras.

 

E sim, o clima de Olimpíadas imperava.

Um lugar que considero um verdadeiro must pra colecionador é qualquer filial da Sport Direct. Na boa, parece que eles tratam material esportivo como commodity. É um bunker gigantesco, cheio de artigos esportivo entulhados, mas o preço é SUPER baixo em comparação com os outros. Vale dizer que os provadores tem cheiro de vestiário – com direito a nhaca e tudo – mas pelo preço que você vai pagar até que vale a pena passar uns 4 minutos de sufoco lá dentro…

John Lewis era a loja parceira dos Jogos Olimpicos, e por isso eles tavam com uma sessão gigantesca de produtos licenciados das Olimpiadas, com direito a muito material esportivo, mas não fugia mito do tema Olimpíadas.

No Estádio de Wembley (que pra mim visitá-lo foi um dos pontos altos da viagem. Recomendo a todos), vale muito a pena mesmo dar uma entrada na Loja do Estádio e ver como que eles exploram bem o tema The English Team, com  uma infinidade de souvenirs, camisas da seleção de  inúmeras cores, de todas as épocas e com direito a modelos retrôs também de vários times do país.

 

 

…Mas ser a loja do Wembley Stadium vale a pena visitar, obrigatório mesmo é, na volta pro metrô (ou quando você estiver saindo do metro em direção ao estádio, por que não?) dar uma passadinha no estacionamento que tem logo ao lado do caminho, e entrar no galpão da JD Sports. Aquilo lá é de deixar qualquer colecionador maluco! MUITA promoção. Camisas a preços que você só vai achar por lá mesmo, coisa pra acabar o estoque mesmo. O patrão ficou maluco.

 

Passeando pela área central da Piccadilly Circus, o legal também é pintar na Nike Town. Vários andares,  arquitetura imponente, luxo… porém é só pra olhar mesmo. Os artigos são exatamente os mesmos de qualquer Nike  Store de qualquer lugar do mundo, e a preços igualmente proibitivos se comparados à outras lojas.

 

Pra terminar esse post, uma banquinha de souvenirs em Covent Garden com camisas e agasalhos de futebol piratas. Com tanta camisa a preço baixo eu até achei engraçado ter espaço pra piratonas. Porém se o visitante comumm pode pagar 10 pounds em vez de 19 por uma camisa de lembrança apenas, por que não, né?  E além disso tem os  cachecóis, que por essas bandas  se acha com muito mais facilidade que  camisas de futebol.

Bem, de uma forma super resumida, Londres é  isso!

🙂

27
set
12

Especial Viagens (edição 2) – Tallinn, Estonia: as primeiras semanas

Recém chegado pra viver por aqui, logo que consegui um pouco mais de tempo, foi à caça de lojas de artigos esportivos, porém…

1)Assim como na Finlândia, Futebol não é bem o forte da Estonia, e por isso não se acha assim tanta coisa como eu esperava.

2)Havia apenas duas redes de lojas esportivas quando cheguei: Sportland e Rademar. Meses atrás a Sportland comprou a Rademar e virou praticamente um monopólio, se desconsiderarmos as Nike e Puma Stores que eles têm por aqui.

Pra começar um stand que em toda loja por aqui tem, de artigos da Estonia, direcionado para turistas, ao meu ver.

“Welcome to Estonia, Antonio!”

 

Abaixo, a camisa da seleção local, que não passa d camisa do Brasil com outras cores, porém o tom de azul é bem bonito mesmo.

Já que estamos falando de Europa, cachecol não ppode faltar, e eles também fazer cachecóis comemorativos, como essa da Ucrânia e Estonia no mesmo modelo, pra promover o anistoso que ia acontecer a poucos dias.

Como todo país báltico que se preze, no basquete eles se garantem mais que no futebol, e por isso que o esporte é super popular por aqui, participando de torneios internacionais e tendo inclusive jogadores estrangeiros no campeonato local. Abaixo a camisa da seleção estoniana de basquete, produzida pela AND1

 

Detalhe da nuca do unforme da seleção.

Esse era o uniforme antigo. Meio sem graça, mas vá lá…

Um dos times mais populares daqui é o Kalev Basketball Club. Abaixo o uniforme feito pela Nike

O Hockey é um esporte que por aqui ainda tá pra pegar. Eles até possuem um ginásio grande pro esporte, mas o time local, HC Panther, ainda não participa de grandes competiçoes e pelo que soube até mudou de nome e mascote.

Ah, é bom considerar que, sendo uma ex-república soviética, a Estonia possui a maior porcentagem de imigrantes da Europa, o no caso a maioria deles russos. Sendo assim, um item bem fácil de se char nas lojas são uniformes da seleção russa, pra suprir a demanda dos russos que moram por aqui e seus descendentes. O preço eu não achei assim tão barato não, mas pelo menos no outlet eu consegui essa camisa branca por uns 30 Euros, então já valeu.

 

 

Sobre a Estonia eu ainda tenho bastante material a ser compartilhado, mas vou passando com o tempo, depois de mostras outros lugares, como Riga, a capital da Letônia que vou apresentar no próximo episódio de 3a feira. Aguardem!

🙂

25
fev
12

Balanço do Carnaval 2012

Já que o editor desse blog  que vos fala voltou pro Brasil a turismo (se ainda não entendeu bem, acesse esse link), resolvi aproveitar também os dias de carnaval nos blocos do Rio de Janeiro, e por isso que o post de hoje ostra apenas alguns cliques de camisas de futebol que foram tirados nesses dias de folia na Cidade Marailhosa

Pra começar, esse simpático ambulante botafoguense com esse esquisito chapeu feito de palha verde:

Nesse mesmo bloco da Av.Rio Branco, avistei esse senhor com uma camisa pirata do Vitória, cujo o curioso é o fato de ser aquele mesmo modelo da camisa preta, mas sendo branca, o que resultou num mock up curioso.

No bloco da Orquestra Voadora, um dos melhoras na minha humilde opinião, encontramos dois instrumentistas da orquestra com camisas de futebol: uma da Hoalnda e o outro com uma camisa do América. O detalhe é que se tratava sim de uma camisa original da época, demonstrando inclusive os desgastes naturais do tempo. Da até pra entender esse sorrisão no rosto…

E falando em privilegiados, outro da banda estava com o uniforme completo da seleção brasileira de basquete , com direito a short e  também numeração e nome do Varejão costurados.

Além dele também tinha  outro jogador de basquete lá, mas que se destacava pela altura…

Ah, e eu também não ia me fazer de rogado e participei tocando repique no bloco, devidamente paramentado com uma camisa da seleção do país onde moro:

;D

Apesar das fotos acima, a grande surpresa mesmo eu não consegui fotografar: no bloco Simpatia é quase amor, em Ipanema, avistei um rapaz vestindo uma camisa retrô da Colombia, nada menos que a vermelha de 1990, e parecia que era modelo recente mesmo, comprado por aquelas bandas, ja que na parte de trás aparecia não só o 10, mas o nome Valderrama logo acima, o que leva a crer que na Colombia eles estão fazendo essas caisas da mesma forma que na Argneitna fazem a do Maradona. Ainda não achei foto na web e muito menos lugar vendendo, se acharem, podem mandar pra mim que eu publico!

 

04
jan
12

Pretensão de Nike (ou “pra quê saber o nome da marca”?)

Não foi da noite pro dia que a Nike, uma das marcas com o logotipo mais reconhecível na atualidade, retirou o próprio nome de seu logo original. Foi um trabalho massivo de marketing por muitos anos que permitiu que o símbolo “falasse” por si só e atraísse consumidores. Porém, parece que tem marca que não acredita muito nisso. E pra deixar a coisa ainda mais misteriosa, uma marca chinesa. O resultado? Essa linda camisa do Guangdong Sunray Cave, da China League One.

 

O fabricante? Bem, ” a marca fala por si só”, então pra quê sabermos o nome, né?

… e nessa foto jogando contra o Liverpool, vemos que a marca continua fazendo uniformes interessantes, mas também segue com essa velha mania de não estampar seu logo:

[bb]

02
jan
12

Os “italianos” do Oriente Médio

Sempre tive simpatia com a seleção do Kwait não só pelo fato de ser um país pequeno – e inofensivo, como a Guerra do golfo nos mostrou – mas também por ser talvez o único país daquelas bandas que resolveu ter como cor principal do uniforme uma cor que não tem na bandeira, o azul.

Pra ornar  e deixar o uniforme mais bonito, eles inclusive adicionaram mais três cores da bandeira, e o resultado fiou ainda melhor.

Porém, se a gente observar o uniforme da seleção italiana naquela mesma época (1996)…

Achei muita coincidência, alem do azul e das 3 cores auxiliares, o Kwait também vir com uma maxi-estampa de escudo, e vocês?

[bb]




Esse blog é dedicado à todo tipo de roupa que tenha algo relacionado à esporte, do Cricket ao Futebol Gaélico. Esporadicamente postarei algo de StreetWear quando interessante.
Carioca, 28 anos, colecionador de sportwear há pelo menos 13 anos e cursando o 2o. ano de Moda da Universidade Cândido Mendes(RJ). Não me limito à colecionar peças de futebol apenas. Já que meu foco é antes de tudo a estética da roupa e a "wearability" (além da história e preço da peça), me intesso por uniformes de Rugby, Polo Eqüestre, Basquete, Volleyball, Hockey, Cricket, Futebol Australiano ,Futebol Gaélico e qualquer outro esporte que inventarem e tiver um uniforme bonito pra se usar por aí...
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