[reprodução de um post de maio de 2008, aberto a  alterações]

 

Pode até não ser freqüente reconhecermos na rua colecionadores de camisas de futebol assim como muitos de vocês que estão lendo, mas é bem fácil reconhecer os que usam tais peças e NÃO SÃO: é só ver uma camisa bem desbotada, com detalhes desgastados e etc… Tudo isso acontece porque eles não encaram as peças como a gente, sendo um item “histórico”, que não só merece ser preservado, mas que, com o tempo pode ser até bem valorizado e disputado entre as próximas gerações de colecionadores. Por causa disso então, é necessário sabermos algumas coisas quanto aos cuidados de conservação das camisas e resolução de alguns eventuais problemas. Pra começar, vale lembrar que todo colecionador sério faz questão de lavar suas próprias camisas. Se deixar na mão da mãe, esposa ou empregada, saiba que essa sua preguiça pode lhe custar sua peça de estimação….

Pra começar, descole uma escovinha só pra você esfregar as camisas, que nem essa da foto. É bom que seja de uma cerda firme, mas não grossa e rígida como as de esfregar jeans… algo que você possa usar a força sabendo que não vai fazer um buraco no tecido…quanto ao sabão, praticamente qualquer um que limpe mesmo tá valendo…

Vale lembrar que , mais importante que qualquer dica de lavagem aqui, é você dar uma olhada na etiqueta da sua camisa, onde você tem que procurar a composição do tecido e os cuidados de lavagem. Se você ainda não entende bem aqueles símbolos das etiquetas, aconselho dar uma olhadinha aqui http://www.ipem.sp.gov.br/3emp/textil.asp?vpro=simbolo

Já que de umas décadas pra cá houve uma mudança geral dos materiais, acho legal separarmos as coisas desde já. E, pra quem não entende bem, vou comentar melhor sobre cada um:

Camisas de algodão: em geral é a composição das peças feitas até os anos 80, modelos retrôs e de passeio. Podem ser mais pesadas, e com o suor ficam ainda mais, mas dão muito mais conforto que qualquer outro material.

Camisas de materiais sintéticos: originárias do petróleo, em geral se apresentam na forma de poliéster e só a forma da estrutura da trama e do fio que pode determinar se este é leve, confortável, fresco, etc… Muitos erros têm sido cometidos ultimamente por algumas empresas , justamente por não conhecerem tanto da estrutura do tecido. Daí então o que era pra eliminar o suor acaba retendo-o dentro da camisa, e faz com que o usuário se sinta como embalado em papel celofane…

A partir de agora, nesse texto, vou convencionar que o texto escrito em azul é referente à cuidados de peças de algodão, em vermelho para as de materiais sintéticos e laranja quando for pra ambas.

Antes de começar com os cuidados de lavagem, vou abordar a parte dos “”problemas” que geralmente acontecem com essas peças e as possíveis técnicas para solucionar ou minimamente diminuir o problema.

Fios puxados: se você comprou alguma camisa nos anos 90, sabe bem o que estou falando. É a maior e mais fácil praga que pode acontecer com uma camisa, até porque tem um alto poder de proliferação. Talvez seja por causa dele que nos leilões mais caros de camisas, como o da Christie’s, só se pode tocar nas pecas com luvas. Agora nos anos 2000 até que esse problema minimizou, mas não significa que estamos livres dele. A razão pela qual acontece é porque o fio de poliéster (ou qualquer outro material sintético) é bem mais fino que o de algodão (das camisas até os anos 80, que não têm esse problema) e o modo em que é tramada propicia isso também (já que artigos de microfibra também são bem finos, mas não vemos desfiar por aí). Eu posso até explicitar mais algumas razoes disso acontecer, mas vocês não estão aqui pra entender o problema, mas sim conhecer a solução. A única forma de não haver chance disso ocorrer é você cuidar das suas unhas pra não ficar nenhuma parte pontiaguda, e tampouco encostar em partes assim de modo descuidado. Se já aconteceu, e o que resta é resolver, se você for paciente e ninja, pode tentar estudar a estrutura do fio e puxar o fio certo pra o lugar, mas você vai precisar de sorte também pra pegar o fio certo… Depenendo do caso, tente “empurrar o fiapo dos fios pra dentro da trama com uma agulha, em alguns casos dá… Se não deu jeito, uma ultima alternativa que eu uso, COM MUITO CUIDADO e ÀS VEZES dá certo, é utilizar algum “papa-bolinha” (agora qualquer camelô vende) e passar em cima SEM PRESSIONAR MUITO , que ele “come” o tal nódulo. Se pressionar com muita força ele pode comer mais que só o nódulo… Outro aparato interessante, pra quem tem, é o Philishave. Eu usei aqui e usando com precisão cirúrgica, pode resolver. De repente até mesmo um Prestobarba, se tu tiver mão de cirurgião, resolva. Mas vou logo dizendo que NÃO ME RESPONSABILIZO POR QUALQUER DANO. É só um toque que tô dando do que fiz nas minhas camisas. Lembrei de outro bem tosco,mas até que numa emergencia resolve: os malditos fiso puxados em geral são fios brancos que, em contraste com o tecido de outra cor, fica algo bem feinho. Já houve vez que eu passei uma caneta esferografica por cime, ou um hidrocor (DE CORES SIMILARES AO TECIDO,please) e até que funcionou até a próxima lavagem,hehehe…

Manchas: em qualquer caso, o uso de água em abundancia com um pouco de sabão na hora e uma certa esfregação não muito forte, até que ajudam. Se deixar pra depois, pode dar xabu, porque a mancha pode secar e se incorporar à fibra, aí então a mesma pode encarar como um novo tingimento. Tendo sorte, Adicionando ao grupo já citado, uma quantidade de sabão que o deixe meio pastoso e utilizando uma àgua um pouco quente, ajuda a desprender sujeira.

Mancha de gordura: é um dos grandes fantasmas que rondam às camisas, graças à presença desse item em nossa sociedade “gordurosa”, e também por acidentes quaisquer com itens assim. A grande salvação pra isso é aplicar e manter talco em abundancia em cima da peça e deixar… Deixe agir de uma noite pra outra, e reza… em geral funciona, porque o talco chupa o óleo.

Depois vai ter que bater um pouquinho a roupa pra tirar todos as partículas de talco, mas pelo menos tá salva.

O que esqueci de dizer é que você tem que aplicar talco sobre a peça NO ATO, se deixar pra depois… ah, por causa disso, REZE MUITO pra que onde você esteja, tenha talco por perto. Ter sempre talco em casa é a dica que eu dou. Se a gordura for um pouquinho mais punk, como graxa… muita agua quente,sabão, esfregaçao e reza… às vezes minimiza, se não resolve.

Ferrugem: se por qualquer situação apareceu alguma mancha de ferrugem(em geral acontece por causa do ilhós de metal em algumas camisas retrôs – ilhós é aquele buraco de metal onde passa algum cordão, como nos tênis), jogue um pouquinho do sumo de limão na peça enquanto molhada e espere algumas horas…ae depois enxágua.né?Aproveita e lava a peça logo,pô…

Umidade: seja chuva ou suor, se você guardar no armário sem deixar secar antes, pode transformar a peça num criador de fungos, e esses fungos às vezes são manchas que não saem nem com reza braba. Às vezes até deixam uma marquinha branca bem feiosa que é o “sal” do seu suor…

lavando, em muitos dos casos, resolve.

Agora , vamos aos cuidados na lavagem:

Lavar na máguina ou à mão?

Apesar de prático, lavar à máquina te deixa completamente alheio ao processo, e se alguma zebra ocorrer, você só vai descobrir depois de finalizado todo o processo. Por isso que minhas dicas vão ser mais referentes à lavagem manual. Lavar à mão, apesar de mais trabalhoso, pode ser a forma mais segura de garantir que a peça não vá se transformar em outra depois da lavagem, ou você acha que sua maquina de lavar sabe que o que ta sendo lavado é uma peça raríssima da sua coleção?

Deixar de molho: Cuidado com as peças que você deixa de molho. Algumas peças não valem a pena deixar de molho não… Peças de algodão em geral vão sempre tender a deixar parte de seu tingimento nela. Sem contar que uma cor pode migrar pra outra.

Um grande problema que eu descobri da pior forma foi deixar de molho peças que contém um tipo de transfer bastante utilizados em jaquetas retrôs da adidas. É um material felpudo, mas não chega a ser flocado (aquele com “cabelinhos” – como na foto ao lado). Esse material quando em contato muito tempo com água se torna uma pasta que é facilmente removida e pode se fixar em outra parte da peça.Vejam fotos abaixo da catástrofe relatada:

A solução para limpar aplicações assim, descobri que é esfregar usando a escovinha com água e sabão e, se for deixar de molho, colocar a área da aplicação FORA do balde.

Cuidado com o sal! : o sal pode ser um aliado quando você deixa uma peça de algodão de molho, pra evitar que as cores desbotem e manchem a cor mais fraca, mas por outro lado ela pode ser um grande inimigo disfarçado. Descobri da pior forma que esta substância é o corrosivo perfeito das aplicações em transfer emborrachado, que são tão presentes nas camisas de hoje. O resultado? As imagens fotes abaixo falarão por mim:

Alguém aí compra algumas dessas camisas?

Água sanitária?

Se sua camisa for toda branca como a do Santos, e o escudo bordado for de um material sintético até rola, senão… vai andar desbotadinho na rua…

Eu desaconselho, até porque não sei (e nem quero saber!depois dessa catástrofe acima…) a reação do hipoclrito de sódio em aplicações de transfer…

Esfregação:

Esfregar não tem muito mistério, mas como já dito, é bom evitar o uso da força. Se no tecido você ver algum sentido retilíneo da trama, tente esfregar nesse sentido. As ranhuras do tanque são boas para desprender a sujeira em geral, não as manchas localizadas. Pede-se que tenha uma escova exclusiva para as camisas porque, com o tempo, nossas mães , esposas ou empregadas acabam usando também e então esse desgaste tira o efeito… Evite esfregar com força partes bordadas e também alguns transfers, pois com o tempo podem se desgastar ou desfiar/desprender.

O “crime” do colarinho branco: as golas brancas, apesar de mais elegantes, tendem a ser as mais problemáticas, se feitas de algodão. A começar porque o clima de nosso país propicia a gente a suar facilmente, e em geral nosso suor sai com um pouquinho de gordura (se tiver pele oleosa,um pouquinho mais), o que pode marcar a gola . Pra limpar, a boa é usar sabão mesmo e esfregar com uma escovinha. Um problema sério acontece quando o colarinho da camisa é branco, mas o resto é de outra cor, sendo a peça de algodão…. Dependendo de que tipo de tingimento foi feito na malha colorida, muito provável da água colorida que escorrer manchar a gola… pra evitar isso, duas alternativas: ou você coloca um pouco de sal na água (se a peça não tiver transfers – 1 colherinha cheia por balde), que evita (mas não garante) das cores migrarem, ou deixa a gola pra fora do balde enquanto esta estiver de molho. Já houve caso em que eu tive que descosturar a gola branca (que ficou tingida) lavar com água sanitária, e costurar de novo na peça,como nessa caisa da França da foto, e também outro nessa camisa do Boca Juniors à direita, em que tive que comprar outra malha ribana (de gola) da mesma cor e substituir, devido ao forte tingimento azul que invadilua gola amarela…

Outra coisa importante a falar é que. Se você deixar sua camisa de gola branca com a marquinha de sujeira e não cuidar de lavar, essa pode ficar amarelada na peça, se tornar uma mancha (como a da foto) e, em casos mais extremos, até ser corroída! Não é brincadeira, já que aquilo lá é gordura e você guarda no seu armário, onde os ácaros e bactérias a encontram e acham aquilo um banquete, depois de comer toda a gordura que você deixou na gola, eles defecam (isso mesmo, pense nisso…) e esse “cocôzinho de bactéria” é uma coisa ÁCIDA… pense nisso também…

Punho de jaqueta sujo: já que a jaqueta ou casaco é um material grosso, e seu punho ainda mais, se você não tá conseguindo remover uma mancha de forma gentil, acho que você pode tentar usar uma escova mais grossa, daquelas de jeans…mas só se necessário…agua meio quente com pasta de sabão também ajuda.

Secagem:A regra básica é NÃO SECAR EXPOSTO AO SOL. Todas as camisas com aspecto de velhas, desgastadas e desbotadas que vemos por aí foram vitimas dessa sandice. Não tenho certeza, mas creio que isso possa também provocar ressecamento e rachadura das aplicações em transfer, e também desgaste nas aplicações felpudas, flocadas… O legal é secar num varal à sombra. Pra caber mais, e pra já ir desamarrotando, eu costumo estender no varal a peça já pendurada no cabide. Máquinas de secar roupa, eu infelizmente não tive o prazer (ou corri o risco) de usar, mas é bom tomar cuidado, já que a alta temperatura pode ou alterar o estado da fibra sintética, ou das aplicações.

Torcer: depois de lavar, evite torcer. Enrole a peça como uma corda e vá pouco a pouco espremendo cada parte dela com toda sua força. Se você ficar torcendo ela pode esgarçar e então vai ficar cada vez mais com aspecto de velha…

Dica: ao deixar secando num cabide pendurado no varal, em poucos minutos a água vai migrar pra parte da barra da camisa (a parte de baixo). Pendure a camisa, dê uns 10 ou 15 minutos e esprema essa barra e os extremos das mangas pra tirar o excesso d’água.

Passar ferro: em tempos de camisas de material sintético, passar ferro nelas pode ser uma tarefa de alto risco. Camisas de algodão precisam sim de um aparato desses, porque amarrotam muito facilmente, mas as sintéticas, tendem a ficar “passadas” naturalmente , ainda mais se quando secarem já estiverem penduradas num cabide. Se mesmo assim você insiste em passar suas peças, aconselho antes de tudo a usar uma potência BAIXA, e ter paciência, porque a tarefa pode demorar… você até pode tentar aumentar gradativamente a temperatura, mas vá tentando isso passando apenas a pontinha do ferro nas extremidades. Outra dica boa é passar PELO AVESSO, pois se der alguma zebra do avesso,ainda há chance de não aparecer do lado direito, sem contar que a ação do ferro em cmaisas de algodão promove um certo desgaste e, antes desgastar a aparência do lado avesso do que o que aparece,né?. Se a camisa tiver aplicações em transfer, NEM TENTE PASSAR FERRO PELO LADO DIREITO. Você vai derreter a aplicação e destruir sua peça em segundos.

Guardar no cabide ou manter dobrada?

O cabide em primeira instância parece ser uma forma prática e elegante de guardarmos nossas camisas, mas às vezes pode trazer alguns problemas.

Se o material das camisas em questão for de natureza flexível (como as malhas), há sim uma chance de, com o tempo, o peso da camisa “puxá-la”pra baixo e concorrer com a curva dos ombros que tem no cabide. Se esta não acompanhar a forma normal de um ombro (como nos cabides de paletó -foto à direita) você pode passar a notar a presença de algo como que um calombo levantado na camisa um pouco antes do ombro na hora que usar. Em materiais sintéticos em geral, ainda há uma tendência de, mexendo aqui e ali, voltar ao normal, mas se a peça for de algodão…pode dar nisso:

Conseguem notar que na foto direita há uma calombo?

Diante do quadro mostrado acima, a tendência natural é acreditar que a solução é manter a peça dobrada. Em parte sim, mas você vai ter que ter a cautela de proteger essa peça da exposição direta à luz. Por que? Porque todo tecido sofre reação química ao contato constante com a luz e, assim como uma foto fica amarelada com o tempo, essa região da dobra que ainda tem contato com a luz, pode desbotar e criar uma “faixa” mais clara na sua camisa. É mais ou menos por isso que pinturas em museus não podem receber flash de máquinas fotográficas.

Conservação a longo prazo:

O armário pode ser um local bom para proteger as peças da fuligem, poeira e outras partículas suspensas no ar, mas lá dentro também é um “ecossistema’ à parte, com bactérias, fungos e ácaros passeando sem a gente ver. Se é uma peça que você não usa mais com tanta freqüência, mas sabe do potencial econômico dela com o passar dos tempos, e quer conservá-la, o legal é guardá-la dobrada dentro de um saco plástico, como aqueles que vêm com as camisas novas(tipo o da foto ao lado. Local sem luz, seco e arejado também contribuem.

* * *

Bom, por hora é só isso o que eu tenho a dizer, mas acredito que a coisa não para por aí. Isso é só um artigo para incentivar colecionadores a debaterem sobre o tme, trocar idéias, dicas, adicionar observações à esse “tutorial”… vou deixar esse post com uma página fixa na barra superior do blog, justamente pra servir de referência a qualquer um que tiver dúvida ou sugerir alterações, adicionar coisas, et cetera.

e então, gostaram? Por favor, dessa vez ao menos, comentem pra eu saber o que acharam,ok?

abraços a todos e muito cuidado com suas “peças”…

=)


9 Respostas para “limpeza e conservação de camisas”


  1. 1 Luciene
    21 Outubro, 2008 às 10:42 pm

    Caro Antônio;
    Estou impressionada com suas dicas. São ótimas e descritas com muita propriedade, coisa de quem sabe (e faz, o que me impressionou ainda mais).
    E essa experiência com o sal de cozinha, hein? Jamais poderia imaginar que uma substância, aparentemente “pura” seria capaz de tal estrago.
    Mas vamos às minhas considerações: quando não houver talco por perto para “secar” a mancha de gordura, vale farinha de mandioca (em churrascos, por ex., sempre tem), farinha de trigo, maizena, etc.
    Outra coisa que funciona bem comigo é passar, na hora do acidente, um pouco de detergente de louça e esfregar na mancha. Durante a lavação, mesmo horas depois do ocorrido, a mancha sai bem fácil. Mas atenção aos corantes do detergente, que podem manchar a peça, dependendo da cor do tecido: melhores são os transparentes que não interferem na cor e podem secar em cima da mancha até a lavação.
    Uma novidade que vêm dando bons resultados é o Vanish (olha o merchan!) em pó, o específico para roupas coloridas. É só despejar 1/3 da medida (para uma camisa ou duas) em uma bacia ou balde, despejar água quente, esperar fazer espuma e colocar a peça no molho, por apenas 10 minutos! Se você for sensível à água quente, vá de luvas, pois o ideal é iniciar o processo com a peça ainda quente. Retire-a do molho e esfregue-a, delicadamente com as mãos, nas ranhuras do tanque ou com uma escovinha delicada… a sujeira e as manchas saem tão facilmente que até parece mágica. Muitas vezes nem precisa de esfregação. O preço do pote de Vanish é um pouco salgado, mas vale cada centavo. Uso para manchas gordurosas tipo chocolate, molhos de massa, barro, amarelados, maquiagem e muito mais. Sempre vale prestar atenção nas peças com mistura de cor.. a água quente pode colaborar no “desserviço” da migração de cores.
    Ah! saco plástico pode “cozinhar” ainda mais os fungos das roupas. Saquinhos em TNT ou em tecido são os indicados, pois têm furinhos que ventilam a peça.
    E eu NUNCA guardo camisas em cabides, pois eles podem causar o “pilling” (as famosas “bolinhas”)nas camisas de tecido sintético e deformam as golas e mangas. Uso-os somente para jaquetas e agasalhos, quando são de material bem firme, pois até o moleton deforma e “desaba” no cabide (que deve ser parecido com o preto da foto, nunca como o de madeira).
    Em tempo: sou dona de casa, consultora de imagem e estilo e realizo treinamento com vendedores de lojas de material esportivo (entre outras), onde problemas de má conservação de roupas e tênis são as maiores queixas e causas de devolução.
    Gostaria muito de ler suas explicações sobre a origem do “pilling” e do desfiado nas tramas sintéticas.
    Parabéns pelo blog, vou passear mais por aqui. Até mais,
    Luciene Vieira.

    • 19 Agosto, 2009 às 10:22 am

      Caro Antônio, muito boas suas dicas, tenho uma empresa de materiais esportivos e vou divulgar seu blog para meus clientes, já que grande parte dos usuarios de materiais esportivos não tem conhecimento de conservação de suas roupas. Valeu…
      Cara Luciene Vieira, tenho interesse em trocar conhecimentos contigo, meu e-mail é contato@vandermax.com.br

  2. 3 Margarete
    29 Outubro, 2008 às 5:17 pm

    As dicas são ótimas, mas tive imensa dificuldade para ler, pois o colorido das letras atrapalha a leitura.

  3. 4 Pedro
    21 Dezembro, 2008 às 12:03 pm

    Otimas dicas, lavar eu ja sabia, mas conversavação não, e a dica da Luciene relacionado a cabides ajudou muito também, minha camisa nova do manchester de jogo, em 4 meses que eu tenho ela, e em no maximo 5 vezes que eu usei, ja tinha essas bolinhas na parte de baixo dela atraz, e eu não fazia a menor idea do que tava causando isso… nunca mais guardo camisas em cabide.
    Abraço

  4. 5 ELIAN MARIA
    8 Fevereiro, 2009 às 11:38 pm

    TENHO UMA CAMISETA NOVINHA COM TRANSFER, MINHA EMPREGADAO PASSOU E FEZ UM ESTRAGO. GOSTARIA DE UMA DICA PARA EU TIRAR O RESTANTE.
    ELIAN
    RESERVA-PR

  5. 6 Guilherme
    24 Fevereiro, 2009 às 11:51 pm

    Antonio, gostei das dicas e gostaria de saber se você pode ir um pouquinho mais alem.

    Tenho uma camisa do Boca Juniors 2007 com ‘Riquelme’ nas costas, com a fonte da Centauro.

    Mas não gostei muito e penso em retirar as letras, mas sem deixar vestigios ou marcas, voce sabe como?

    Se possivel responder no meu email.

    Abs.

  6. 8 Pedro Vasconcellos
    9 Março, 2009 às 8:54 pm

    Olá, Antonio. Gosto muito do seu blog sobre camisas. Sou colecionador. Gostaria que tentasse me ajudar num problema.

    Comprei uma camisa pelo Mercado Livre. O envio foi feito pelos correios. O vendedor não teve o cuidado na hora de enviá-la e ela chegou muito amassada. Como faço para que ela volte a ficar lisa?

    Abraços.

  7. 9 Lucas
    7 Agosto, 2009 às 6:16 pm

    Pedro Vasconcellos, tente passá-la com um tecido fino por cima, um lençol por exemplo. e não use o ferro muito quente.


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Esse blog é dedicado à todo tipo de roupa que tenha algo relacionado à esporte, do Cricket ao Futebol Gaélico. Esporadicamente postarei algo de StreetWear quando interessante.
Carioca, 28 anos, colecionador de sportwear há pelo menos 13 anos e cursando o 2o. ano de Moda da Universidade Cândido Mendes(RJ). Não me limito à colecionar peças de futebol apenas. Já que meu foco é antes de tudo a estética da roupa e a "wearability" (além da história e preço da peça), me intesso por uniformes de Rugby, Polo Eqüestre, Basquete, Volleyball, Hockey, Cricket, Futebol Australiano ,Futebol Gaélico e qualquer outro esporte que inventarem e tiver um uniforme bonito pra se usar por aí...

 

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